Já está nas mãos do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PSD, o projeto de saneamento para 100 municípios catarinenses com até 17 mil habitantes. A meta é que no prazo de quatro anos a cobertura do saneamentoem Santa Catarina seja ampliada para 70%. “Consideramos este projeto prioritário. Saneamento é pré-requisito para qualidade de vida”, diz o governador.
O projeto foi desenvolvido pelo Governo do Estado, com recursos do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW). O diretor de saneamento para América Latina e Caribe do KfW, Thomas Wittur, fala com entusiasmo sobre trabalhos já desenvolvidos no Brasil, em Estados como o Piauí e o Ceará. “Temos um modelo de alta gestão com sustentabilidade, favorecendo a economia local”, diz. O grupo KfW é controlado em 80% pela República Federal da Alemanha e em 20% pelos seus Estados federados. Atua, principalmente, com sociedades voltadas para atividades relacionadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Segundo a secretária do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Lúcia Dellagnelo, a ideia é aplicar novas tecnologias e maneiras de operar o sistema de saneamento básico, reduzindo expressivamente o custo. “Muitos municípios, principalmente os de pequeno porte, não teriam recursos para a execução”.
O presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Valter Gallina, lembra outras ações que estão sendo realizadas para a melhoria do saneamento no Estado, em parceria com Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e com a Agência Internacional de Cooperação Japonesa (JICA).