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São Luís recupera marco arquitetônico de sua história

Prefeito da capital do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), entrega obra de requalificação de espaço histórico

25 de nov de 2025

Composto por cinco armazéns erguidos entre o final do século XIX e início do século XX, duas chaminés e áreas livres, complexo é um marco da memória comercial e fabril de São Luís

Edição Scriptum com Prefeitura de São Luís (MA)

Na sexta-feira (28), o prefeito de São Luís (MA), Eduardo Braide (PSD), vai entregar à população as obras de restauração e requalificação do Complexo Trapiche Santo Ângelo, no Centro Histórico da capital maranhense. A obra, executada ao longo de dois anos, destaca-se como a maior já realizada pela Prefeitura em um bem tombado.

Foram investidos mais de R$ 60 milhões em uma área superior a 14 mil m², com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Vale S.A., via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e da própria Prefeitura de São Luís. Todo o processo foi proposto, conduzido e coordenado pela Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), que atuou como responsável técnica pela captação de recursos, contratação, fiscalização e acompanhamento das etapas de restauro e requalificação. Esse protagonismo reafirma o papel da Fundação como guardiã do patrimônio cultural da cidade, garantindo que o Complexo Trapiche Santo Ângelo fosse devolvido à população com qualidade e respeito à memória.

Memória

Composto por cinco armazéns erguidos entre o final do século XIX e início do século XX, duas chaminés e áreas livres, o Complexo Trapiche Santo Ângelo é um marco da memória comercial e fabril de São Luís. Instalado na antiga área portuária da Praia Grande, às margens do Rio Bacanga, o conjunto surgiu em um período de intenso dinamismo econômico, quando a capital maranhense se consolidava como entreposto comercial e industrial.

Seus galpões funcionaram como espaço de beneficiamento e estocagem de produtos destinados à exportação, como o algodão, chegando a abrigar a primeira prensa em funcionamento industrial na província. As chaminés são testemunhas da época em que o complexo também integrou a usina elétrica da cidade, responsável por fornecer energia para São Luís e para a fábrica de óleos de babaçu.

Ao longo das décadas, com a perda de função econômica e a ausência de manutenção, o espaço entrou em ruína, permanecendo subutilizado por anos. Agora, restaurado e requalificado, o Trapiche ressurge não apenas como patrimônio arquitetônico recuperado, mas como um símbolo de reconexão da cidade com sua história portuária, fabril e cultural, projetando-se também como polo de inovação e convivência.

Além da restauração arquitetônica, o Complexo Trapiche Santo Ângelo foi projetado para gerar impacto social e cultural. Estima-se a circulação de pelo menos 500 pessoas por dia em seus espaços, estimulando a reocupação do Centro Histórico. A transferência de órgãos da administração municipal para o complexo garantirá ainda uma economia anual de R$ 1,56 milhão aos cofres públicos.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, Kátia Bogéa, “o Trapiche Santo Ângelo é mais que um restauro: é a devolução de um espaço de memória, inovação e futuro para São Luís. Um presente para a cidade e para todos que acreditam na força e na resistência do nosso patrimônio cultural.”

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