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SC investirá em saúde o que economizar com redução da dívida

Suspensão do julgamento pelo STF alivia momentaneamente a situação dos Estados, diz Raimundo Colombo, do PSD. O Estado também investirá em segurança pública.

02 de maio de 2016

O governador Raimundo Colombo

O governador Raimundo Colombo

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), anunciou que irá utilizar no custeio dos serviços de saúde parte dos R$ 270 milhões que o Estado irá economizar com a suspensão do julgamento da dívida pública no Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo de 60 dias para a renegociação com a União vai aliviar o orçamento estadual, permitindo que durante três meses o governo não pague as parcelas da dívida, sem correr o risco de ter as contas bloqueadas. “Tivemos uma primeira vantagem e isso nos ajuda financeiramente”, disse Colombo.

Parte dos recursos economizados será utilizada no custeio da saúde, área em que as despesas ultrapassam a previsão orçamentária de 12%. Se todos os reajustes previstos em contratos forem mantidos, o déficit nesse setor passará de R$ 710 milhões ao final do ano.

Colombo alertou para a situação difícil das finanças do Estado, em função da queda de receita e do aumento da demanda. Mas destacou que, apesar disso, Santa Catarina é um dos seis estados do país que não aumentaram impostos. O governo, segundo ele, aposta na competitividade.

Mais segurança

Além disso, o governador catarinense também está preocupado com a questão da segurança e já anunciou sua decisão de convocar 1.294 novos policiais em junho. Ele ressaltou que, apesar das dificuldades orçamentárias, a medida é fundamental para atender a demandas da sociedade no setor da Segurança Pública. “É uma prioridade e um dever nosso atender, porque todo ano ocorre uma diminuição no efetivo. A realidade financeira é delicada, mas vamos ser ainda mais criteriosos com as despesas para poder atender a essa necessidade da população”, salientou Colombo.

O governador tem destacado o esforço de sua gestão para manter o equilíbrio fiscal e o nível de empregos no Estado, lembrando que Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país. “A crise é muito forte e não somos uma ilha. Também sofremos com os impactos dessa recessão e o Governo entende que o momento é de proteger as pessoas. A maneira mais legítima é lutar ao máximo para que ninguém perca o emprego”, afirmou.

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