Santa Catarina, Estado governado por Raimundo Colombo (PSD), apresentou a menor taxa de desocupação do País no primeiro trimestre de 2015, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pelo IBGE. Santa Catarina registrou taxa de 3,9% de desocupação, a menor do País e bem abaixo da média nacional, que ficou em 7,9%. O Estado também lidera no ranking nacional com o maior índice de carteiras assinadas, 90,1%, sendo maior que a taxa nacional que é de 78,2%.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Alberto Chiodini, a diversidade da economia catarinense é uma das razões desse resultado, ao lado da boa qualificação da mão de obra. “Temos indústria, prestação de serviço, logística. O desafio para continuar crescendo é o desenvolvimento regional. Há regiões que podem se desenvolver muito mais e também devemos fortalecer segmentos estratégicos, como a indústria tecnológica”.
Os dados mostram ainda a média mensal de rendimentos dos trabalhadores: neste ranking, SC aparece na 5ª posição, com o valor de R$ 2.015. A evolução desses índices é outra informação que consta na pesquisa, que aponta estabilidade catarinense nos últimos trimestres mesmo diante do baixo crescimento econômico do país no período.
Pela primeira vez, a pesquisa do IBGE traz as informações completas sobre o mercado de trabalho para Brasil, grandes regiões e unidades da federação. A cada trimestre, são investigados 211.344 domicílios, distribuídos em cerca de 3.500 municípios. A pesquisa considera população com idade para trabalhar aquelas pessoas com idade igual ou superior a 14 anos.
Em todo o País, a população desocupada foi estimada em 7,934 milhões de pessoas. E a população ocupada foi estimada em 92,023 milhões. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros foi estimado em R$ 1.840. Este resultado foi 0,8% maior que o registrado no trimestre anterior (R$ 1.825) e estável em relação ao obtido no 1º trimestre de 2014 (R$ 1.840).