
O deputado estadual Alex da Piatã
Apresentado pelo deputado estadual Alex da Piatã, do PSD da Bahia, o Projeto de Lei nº 22.862/2018, aprovado na Assembleia Legislativa baiana, tem por objetivo valorizar produtos fabricados no Estado, bem como atestar sua qualidade. Se o texto aprovado pelos parlamentares for sancionado pelo governador do Estado, a inserção do selo “Made In Bahia” vai ser obrigatória em todos os artigos produzidos no Estado.
Em entrevista ao portal de notícias A Tarde, o deputado do PSD disse que, “em muitas ocasiões alguns baianos não conhecem os produtos produzidos na própria terra. Isso vai valorizar e muito o que é feito aqui no solo baiano”.
Alex está otimista quanto à sanção do projeto e, caso ocorra, deve avaliar com o governador a condição para definir como e quais produtos vão receber a marca. “Vamos conversar com o governador, caso o projeto seja sancionado, para saber as formas de merecimento do selo para os produtos de nosso Estado”, reiterou, explicando que após a sanção as empresas vão ter até um ano para se regularizarem.
O empresário Carlos Falcão, fundador do grupo empresarial Business Bahia e que lidera 250 gestores, defendeu a aprovação do projeto e comemora o resultado. “A matéria teve uma tramitação muito rápida nos últimos 30 dias. Acho que a aprovação representa uma vitória significativa e um reconhecimento do excelente trabalho de conscientização que todos envolvidos estão desenvolvendo”, afirmou.
Carlos Falcão espera que o “Made in Bahia” se transforme em um programa de Estado, no qual as empresas tenham, de fato, vantagens competitivas. O empresário diz que a ressalva é em relação ao termo “obrigatoriedade” e que a adesão ao selo deveria ser uma conquista da empresa, que com ele vai ser reconhecida em todo Estado.
“Esperamos que o governador sancione e que na regulamentação todas essas questões sejam ajustadas. Nós, junto com a ACB, vamos acompanhar para que nem o selo nem os objetivos da campanha sejam desfigurados, já que foi um importante primeiro passo, faltando ainda ajustes, que certamente virão”, concluiu.