
O governador Belivaldo Chagas: “Estamos na casa dos 80% e isso é muito grave.”
Com quase seis mil infectados pela covid-19 e 127 mortes, Sergipe enfrenta momento complicado, com a taxa de ocupação de leitos de UTIs em torno dos 80% nas redes pública e privada. Diante disso, o governador Belivaldo Chagas (PSD) decidiu prorrogar até 1º de junho, por meio do decreto publicado na terça-feira (26), as ações restritivas e de distanciamento sociais necessárias ao enfrentamento da epidemia. O decreto estabelece ainda que as atividades educacionais seguem suspensas até o dia 30 de junho de 2020.
As medidas seguem as orientações técnicas e científicas, observando o crescimento contínuo do número de casos confirmados de covid-19, e consequentemente, o impacto na taxa de ocupação de leitos. Assim, permanecem suspensas as atividades econômicas organizadas para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, incluindo o comércio em geral, academias, shopping centers, galerias, boutiques, clubes, boates, casas de espetáculos, salão de beleza, clínicas de estética, à exceção das atividades consideradas essenciais.
O documento reforça a necessidade do isolamento social, como forma mais eficiente, até o momento, de conter a disseminação do vírus. Assim, as atividades educacionais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada, permanecem suspensas até o dia 30 de junho de 2020.
Pelo whatsapp, Belivaldo Chagas disse na segunda-feira (25) que “a curva de ocupação de leitos e UTI está se agravando. Estamos na casa dos 80% e isso é muito grave. Portanto o decreto será republicado sem alteração, repetindo tudo que já está publicado, para que a gente faça uma análise no decorrer da semana e, aí sim, a partir do dia primeiro de junho se edite um outro decreto”.
O governador adiantou ainda que “se a gente conseguir abrir mais 30 leitos, como está previsto, aí pode dar uma folga, senão a gente vai vendo o que está fazendo: se aperta ou se flexibiliza. Agora estou achando muito difícil pensar em flexibilizar alguma coisa até meados do mês de junho. Mas não quero estabelecer prazo, não quero estabelecer nada”.
Para o governador, a preocupação está sendo a mesma: “ampliar a quantidade de leitos e UTI, para que a gente não entre em colapso, mas hoje complicou em muito e a situação está ficando difícil. Repito: não adianta se preocupar com a curva de contaminados. A preocupação é com ocupação de leitos de UTI e de enfermaria”.