
O prefeito Topazio Neto: administração municipal deve ceder esses espaços a empresas privadas para a exploração econômica, não para a gestão.
Edição Scriptum com ND Mais, de Santa Catarina
Os 100 principais pontos turísticos de Florianópolis poderão ser concedidos à iniciativa privada com o Plano de Desenvolvimento Turístico, elaborado pela gestão do prefeito da capital de Santa Catarina, Topázio Neto (PSD). A proposta foi confirmada pelo prefeito em entrevista ao site ND Mais e deve ser implementada no segundo semestre de 2025. O gestor enfatizou que a concessão não vai significar a privatização desses pontos.
A administração municipal deve ceder esses espaços a empresas privadas para a exploração econômica, não para a gestão. “O Sebrae levantou os 100 principais produtos turísticos da cidade e, a partir desse trabalho técnico, empresas de turismo estão trabalhando para montar roteiros e explorar melhor esses pontos. Não fizemos o levantamento para privatizar os pontos turísticos. Não há nenhuma determinação, nenhum pensamento de conceder (a gestão à iniciativa privada). Isso nunca se falou”, explicou o prefeito.
De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte, a lista dos locais será divulgada somente quando a íntegra do plano, ainda sem data para divulgação, for lançada. Um dos pontos turísticos que devem fazer parte do pacote é o mirante do Morro da Cruz. “Nós temos ali um mirante maravilhoso, que precisa de limpeza e iluminação. Precisa ter ali um pequeno bar, um café. A prefeitura não vai montar um café ali em cima, mas, se a gente conceder aquele espaço à iniciativa privada e permitir que ela monte um café, a gente passa a ter um ponto turístico bem organizado na cidade”, exemplificou o prefeito.
Topázio ressaltou, ainda, que a prefeitura pretende fazer uma concessão em que o locatário possa ganhar dinheiro explorando os serviços dentro do ponto. Entretanto, não poderá cobrar a entrada de turistas no local, que deverá ser gratuita. “Com a renda das vendas, ele vai bancar, por exemplo, toda a limpeza, a iluminação e a manutenção. A prefeitura deixa de ter esse custo e, quem os absorve, passa a ter a vantagem de poder explorar o local.”