
Em 2024, Curitiba recebeu 10 milhões de visitantes, sendo 8,2 milhões de turistas e 1,9 milhão de excursionistas (visitantes sem pernoite).
Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba
Já considerada como uma das melhores do mundo para se visitar, Curitiba tem agora dados importantes para direcionar os esforços da gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) para a promoção da cidade como destino turístico. A Pesquisa de Demanda Turística 2024, realizada pelo Instituto Municipal de Turismo ao longo do ano passado e divulgada na quinta-feira (14), mostra que 33,3% dos turistas vieram à cidade para passear, descansar ou participar de atividades de lazer, enquanto 24% vieram a negócios, segmento que, historicamente, liderava o fluxo de visitantes.
Em 2024, Curitiba recebeu 10 milhões de visitantes, sendo 8,2 milhões de turistas e 1,9 milhão de excursionistas (visitantes sem pernoite), um crescimento de quase 10% e 40%, respectivamente, em relação a 2022, ano da pesquisa anterior. O impacto econômico foi de R$ 13,8 bilhões, beneficiando diferentes setores da economia.
Segundo o presidente do Instituto Municipal de Turismo, Rodrigo Dalla Bona Swinka, a mudança no perfil dos visitantes é estratégica para o futuro do setor. “Esses dados oferecem um panorama claro de quem nos visita, por que vem e o que busca na cidade. Eles são fundamentais para direcionarmos as ações de promoção e qualificação de Curitiba como destino turístico, ampliando nossa competitividade e atração de visitantes”, afirmou Swinka.
Realizada com 2.513 entrevistas e margem de erro de 3%, a pesquisa Pesquisa de Demanda Turística é a mais abrangente do gênero na cidade. O levantamento revela que a maioria dos turistas vem das regiões Sudeste (38,7%) e Sul (34,5%) do Brasil, com destaque para São Paulo (25%), Paraná (16,1%) e Santa Catarina (11,7%). Os estrangeiros representaram 2,9% do total, principalmente da Argentina, Portugal e Itália.
Mulheres foram ligeiramente maioria entre os visitantes (54%) e a faixa etária predominante ficou entre 25 e 44 anos. A média de permanência dos turistas foi de 3,9 pernoites, com hotéis sendo a principal forma de hospedagem (54,2%).
O lazer foi o principal motivo das viagens (33,3%), seguido por negócios (24%) e visita a parentes e amigos (18,4%). O automóvel continua sendo o meio de transporte mais utilizado, responsável por 61,5% das chegadas e o aplicativo de transporte é a forma mais comum de deslocamento interno.
As redes sociais tiveram papel relevante na escolha do destino, sendo citadas por 34,4% dos turistas como principal fonte de informação.
Atrativos
O Jardim Botânico foi o atrativo mais visitado (58,5% dos turistas), seguido pela Ópera de Arame/Pedreira Paulo Leminski e Parque Tanguá. Na gastronomia, a carne de onça e o barreado foram os pratos mais associados à cidade.
A experiência em Curitiba foi bem avaliada, com nota média de 8,8 entre turistas e 8,6 entre excursionistas. A hospitalidade da população, áreas verdes e qualidade de vida foram os itens mais elogiados, enquanto trânsito e preços receberam as avaliações mais baixas.
Reconhecimento
Um recente reconhecimento internacional reforça o prestígio de Curitiba. A cidade foi listada pela publicação Lonely Planet, maior editora de guias de viagem do mundo, como uma das dez melhores do mundo para se visitar em 2025. Curitiba foi a única brasileira no ranking.
A capital paranaense também reforçou sua posição como um destino turístico de destaque, com seis de seus principais pontos turísticos sendo reconhecidos com o selo Travellers’ Choice 2025 do TripAdvisor.
O Jardim Botânico foi o grande vencedor, conquistando o prêmio Os Melhores dos Melhores e se posicionando como o 4º melhor atrativo do Brasil e o 5º da América do Sul.
A lista de vencedores da capital paranaense incluiu também os museus Oscar Niemeyer (MON), Paranaense (Mupa) e do Expedicionário e os parques Tanguá e Barigui. O prêmio foi concedido a partir das avaliações positivas de visitantes durante o último ano.