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LEGISLAÇÃO

Viana defende ajustes na nova escala de trabalho

Senador do PSD-MG diz que proposta será aprovada no Senado, mas precisa de “solução equilibrada”

08 de jun de 2026 · #carlosviana

Senador mineiro afirma que é necessário dialogar com os setores econômicos que geram emprego no País

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Já aprovado na Câmara e com início de tramitação no Senado previsto para os próximos dias, o fim da escala de trabalho 6×1 precisa de ajustes e da busca de uma solução equilibrada. A análise é do senador Carlos Viana (PSD-MG), que defendeu na segunda-feira (8) uma transição maior para o fim da escala 6×1 — de seis dias de trabalho e um de descanso.

O senador mineiro afirma que é necessário dialogar com os setores econômicos que geram emprego no País e sugeriu uma compensação para as empresas. “Não tenho dúvida de que a escala 6×1 será modificada porque é assunto que a população quer, mas a preocupação é como nós vamos fazer, o prazo em que ela vai ser aplicada e ouvir os setores envolvidos, que são os empresários, geradores de emprego e de renda no País”, disse.

A proposta já aprovada pelos deputados prevê uma transição total de 14 meses para a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas. Para Viana, “ninguém é contra fazer uma mudança para melhorar a vida do trabalhador, mas o impacto disso precisa ser avaliado”, disse.

Daí seu apoio à decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de não levar a PEC diretamente para a análise do Plenário. Viana afirmou que as comissões precisam ser ouvidas sobre a proposta “independentemente do prazo das eleições de outubro”.

“A minha preocupação, hoje, é que a gente discuta — especialmente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) — o tempo, a aplicação de quando virá e de que maneira virá, para que não se tenha o inverso do que se propõe”, afirmou.

O senador do PSD-MG também defendeu uma mudança no texto para incorporar uma escala 4×3 para servidores da segurança pública e da saúde para condições “menos estressantes” de trabalho. A alteração que será sugerida, no entanto, deve prever prazo para que estados ajustem contratos e possíveis novos concursos.

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