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Zenaide Maia condena renúncias fiscais do governo

Senadora do PSD-RN critica desequilíbrio entre benefícios a grandes empresas e recursos para políticas públicas

17 de jun de 2026 · #zenaidemaia

Zenaide condenou o que classificou como uso recorrente de programas de refinanciamento de dívidas tributárias por grandes devedores

Edição Scriptum com Agência Senado

O desequilíbrio entre as renúncias fiscais concedidas a grandes empresas e o financiamento de políticas públicas foi criticado pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN) em pronunciamento no Plenário do Senado, na terça-feira (16). Ela destacou estudo divulgado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) segundo o qual os benefícios fiscais devem superar R$ 900 bilhões em 2026. De acordo com a parlamentar, cerca de R$ 620 bilhões desse total corresponderiam a benefícios sem contrapartida social comprovada.

A parlamentar condenou o que classificou como uso recorrente de programas de refinanciamento de dívidas tributárias por grandes devedores. Segundo ela, as sucessivas renegociações contribuem para o desequilíbrio das contas públicas. Zenaide também ressaltou que o estudo da Unafisco Nacional aponta a ausência de tributação sobre lucros, dividendos e grandes fortunas, e a perda de arrecadação afeta o financiamento de serviços públicos.

“Não é possível o Brasil conceder generosos e incalculáveis benefícios fiscais a grandes empresas, inclusive estrangeiras, que estão longe de ser pobres. O excesso de desconto em impostos a grupos empresariais influentes na política compromete o pagamento justo de impostos no país, prejudica o bom contribuinte e asfixia as fontes de financiamento dos serviços públicos para a sociedade, como saúde, educação, segurança pública”, afirmou a parlamentar do PSD potiguar.

Zenaide ponderou que os incentivos fiscais podem ser importantes para estimular o desenvolvimento econômico, gerar emprego e renda e descentralizar investimentos privados para o interior do país. No entanto, esse instrumento tem sido utilizado de forma excessiva, avaliou a senadora, que defendeu maior atenção à redução das desigualdades sociais.

“O que seria gasto, eu chamo de investimento. Investimento no futuro, investimento na vida, na transformação da vida daquela criança que tem direito a uma creche, a uma saúde de qualidade. Isso é gasto? Não é. Isso é defender a vida das pessoas”, afirmou.

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