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PSD MULHER

Deputada do PSD vai presidir Parlamento Amazônico

Edna Auzier, parlamentar da Assembleia Legislativa do Amapá, será a primeira mulher a exercer o cargo na entidade, que reúne deputados de nove Estados brasileiros

22 de fev de 2022

A deputada Edna Auzier: “Devemos criar políticas para que o agricultor possa ter a sua renda de forma responsável”

Redação: Scriptum

Defender os direitos das mulheres e o combate à violência doméstica, acelerar o processo de regularização fundiária no Amapá, promover o desenvolvimento sustentável e ampliar o acesso da população à internet. Essas bandeiras políticas estarão entre as prioridades da deputada estadual Edna Auzier (PSD-AP), que será a primeira mulher a exercer o cargo de presidente do Parlamento Amazônico.

Edna foi eleita, por aclamação, em novembro do ano passado. Mas, em função da pandemia, a cerimônia de posse deve ser realizada somente na segunda quinzena de março. “A presidência do parlamento representa a conquista de um espaço de poder e tenho sempre reivindicado mais espaço para as mulheres na política”, define a deputada, que está no segundo mandato consecutivo na Assembleia do Amapá e atualmente exerce o cargo de primeira-secretária da mesa diretora da Casa.

O Parlamento Amazônico tem como objetivo promover o debate sobre assuntos relevantes para os Estados que integram a Amazônia Legal, área delimitada pelo governo federal. Além do Amapá, fazem parte do colegiado representantes do Acre, Amazonas, Tocantins, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Maranhão. A região é composta por 772 municípios e possui uma extensão de 5.015.067,75 quilômetros quadrados, o que corresponde a 58,9% do território brasileiro.

“A legalização de terras será fundamental para o fortalecimento do setor primário em nosso Estado. Devemos criar políticas para que o agricultor possa ter a sua renda de forma responsável, promovendo o desenvolvimento sustentável”, explica Edna.

Violência

A deputada sempre se destacou pela defesa dos direitos femininos. Atualmente, ela é vice-coordenadora da Frente Parlamentar pela Prevenção à Violência contra a Mulher e a Redução do Feminicídio no Estado. Além disso, está à frente da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia do Amapá. “Infelizmente, com o confinamento provocado pela pandemia, a violência aumentou. A procuradoria tem atuado para acelerar a investigação dos casos e punir os agressores”, afirma Edna.

Outra iniciativa da parlamentar nessa área é a luta pela implantação da Casa da Mulher Brasileira em Macapá, a capital do Estado. Criado pelo governo federal, o projeto reúne diversos tipos de serviços especializados, como apoio psicossocial, delegacia, juizado, Defensoria Pública e promoção de autonomia econômica. A deputada também é autora do projeto de lei que obriga condomínios e prédios residenciais a comunicarem aos órgãos de segurança pública a ocorrência ou indício de violência doméstica contra mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência.

De acordo com Edna, os investimentos na capacitação profissional e o estímulo ao empreendedorismo são ferramentas fundamentais para que a mulher vítima de violência doméstica que ainda depende financeiramente do marido possa conquistar sua autonomia.

PSD

O interesse pela política foi despertado em Edna pelo marido, o ex-deputado estadual Eider Pena. O casal participou ativamente da fundação do PSD no Amapá e tem forte ligação com a sigla. “Me identifico com a visão democrática do PSD e do Kassab, a liberdade de pensamento que temos no partido, onde as mulheres têm voz e vez. A Alda é uma uma grande liderança, cativa a gente e nos motiva”, ressalta a deputada.

Formada em Comunicação e Marketing pela Universidade Estácio de Sá e Secretariado Executivo Bilíngue pelo Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP), Edna iniciou sua trajetória política em 2012, quando obteve 3.544 votos e foi eleita vereadora em Macapá. “Acredito que só podemos melhorar um País trabalhando 24 horas por dia em prol das pessoas”, resume a deputada.

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