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Fávaro lança programa que fortalece agricultura familiar

Em Mato Grosso, ministro lançou o projeto Solo Vivo, que vai capacitar agricultores e garantir a recuperação de áreas degradadas

26 de maio de 2025

O ministro Carlos Fávaro: ação vai beneficiar até 1.000 famílias, que têm propriedades com 10 a 15 hectares, em média.

Edição Scriptum com Ministério da Agricultura e Pecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lançou no sábado (24), no assentamento Santo Antônio da Fartura, no município de Campo Verde, no Mato Grosso, o programa Solo Vivo. A iniciativa tem como objetivo recuperar áreas com o solo degradado, fortalecer a agricultura familiar e promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais. O evento teve as participações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de lideranças comunitárias e de empresários do setor. Nesta etapa inicial, o programa conta com investimento de R$ 42,8 milhões e será realizado em 10 assentamentos. A ação vai beneficiar até 1.000 famílias, que têm propriedades com 10 a 15 hectares, em média.

As atividades contemplam os municípios de Campo Verde, Alto Araguaia, Poconé, Rosário Oeste, Barra do Bugres, São Félix do Araguaia, Matupá, Juína, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos. “Estamos lançando o programa para que os pequenos produtores tenham acesso às mesmas tecnologias que os grandes. As máquinas estão aqui, os insumos, como o calcário e o fosfato, estão aqui. Eles sabem produzir, eles têm vocação. Faltava oportunidade, e é isso que estamos oferecendo”, destacou Fávaro.

O ministro ressaltou, ainda, que o Solo Vivo oferece as ferramentas necessárias para o aumento da produtividade, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades rurais. “Mato Grosso é um Estado que bate todos os recordes de produção, mas também é um Estado de grandes desigualdades. Nem todos aqui têm as mesmas condições de produzir”, disse Fávaro.

Parcerias

O Solo Vivo é resultado da parceria entre o ministério, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Mato Grosso (Fetagri-MT) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Responsável pela execução técnica da primeira etapa do programa, o IFMT vai realizar a coleta de amostras, as análises laboratoriais e os laudos para as intervenções no campo. O trabalho contará com ferramentas tecnológicas para o monitoramento em tempo real das atividades.

A partir dos laudos, serão identificadas as necessidades específicas de cada propriedade, com recomendações sobre a aplicação de insumos, como calcário e fosfato, além de orientações técnicas sobre as culturas mais adequadas para cada tipo de solo. “O IFMT se orgulha de ser parceiro deste lindo projeto, uma iniciativa que gera emprego, renda, qualidade de vida, dignidade e esperança, além de fortalecer as cadeias produtivas. Agradecemos ao ministro Carlos Fávaro e à sua equipe pelo apoio, pelo carinho e por acreditarem na educação, na pesquisa e na extensão. O Instituto Federal de Mato Grosso vai trabalhar muito para ser, cada vez mais, uma importante ferramenta de transformação das vidas das pessoas,” afirmou o reitor do instituto, Júlio César dos Santos.

Além do diagnóstico e da correção dos solos, o programa vai oferecer capacitação gratuita para agricultores e técnicos.

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