10 de mar de 2026
· feminicídio, Goias, Ronaldo Caiado

O governador Ronaldo Caiado lembrou que 72% dos feminicídios ocorrem dentro das residências; assunto requer ações preventivas também no âmbito social e educativo
Edição Scriptum com Governo de Goiás
No mês da mulher, a gestão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), lançou a Operação Mulheres, que intensifica ações de combate à violência doméstica. Em evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que recebeu lideranças femininas e representantes de forças de segurança do Estado, foram destacadas diversas iniciativas que visam a proteção dos direitos das mulheres e o combate à violência doméstica.
Durante o lançamento, o governador Ronaldo Caiado reforçou que o feminicídio ultrapassa a barreira da segurança pública e requer ações preventivas também no âmbito social e educativo. “É responsabilidade do município, é responsabilidade dos Poderes de Estado e não é uma coisa específica da segurança pública”, afirmou.
O líder goiano conclamou uma rede de proteção intersetorial para a redução deste tipo de crime. “Se não existir uma cadeia de informações, vamos estar sempre diante de fato consumado”, acrescentou.
Caiado lembrou que 72% dos feminicídios ocorrem dentro das residências. Para ele é urgente a conscientização e envolvimento de toda a sociedade. “Tem que ser responsabilidade de todas as autoridades e também tem que ter o envolvimento da sociedade”, reiterou. Em sua opinião,“nós devemos mostrar que as pessoas têm de denunciar. Não só aquelas que estão submetidas à pressão, mas quem está vendo (o crime)”, afirmou.
No evento foram lançadas três frentes de atuação: Operação Marias, projeto Laço Seguro e Sentinela Violeta, uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) pioneira no Brasil para monitoramento de violência doméstica e prevenção ao feminicídio. “Violência contra a mulher não se enfrenta com a ação isolada, se enfrenta com o sistema inteiro trabalhando do mesmo lado, o lado da vítima”, endossou a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.
Para ela, “proteger as mulheres não é apenas uma questão de segurança pública. É uma política que precisa envolver também justiça, assistência social, oportunidade e autonomia”.
A primeira-dama destacou a pluralidade do modelo adotado no Estado. “É uma rede inteira trabalhando na mesma direção: proteger, acolher e entregar resultados na vida real das pessoas”, disse.
O vice-governador Daniel Vilela enfatizou que as iniciativas goianas são parte de uma política permanente. “Goiás não fica parado esperando que se crie uma solução para todo o país e que a gente possa absorver a solução e, só então, ofertar uma condição, uma ambiência para as mulheres no nosso estado”, declarou.
“Todos os criminosos que foram denunciados no ano de 2025 estão presos. Não há nenhum hoje que não esteja preso. Ou seja, nós estamos efetivamente indo atrás dos criminosos a partir do momento que são denunciados”, disse.