
O senador Irajá lembrou que cumpriu seu papel ao alertar a imprensa e fazer denúncias aos órgãos de fiscalização, como o TCU e a CGU
Edição Scriptum com Agência Senado
O senador Irajá, do PSD do Tocantins, comentou em pronunciamento no Plenário do Senado, na quarta-feira (3), o afastamento do governador do Estado, Wanderley Barbosa (Republicanos), por suposta participação em esquema de desvio de dinheiro público. Irajá afirmou que seu Estado vive “um momento triste de sua história” e lembrou que cumpriu seu papel ao alertar a imprensa e fazer denúncias aos órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-geral da União (CGU), sobre irregularidades que vinham ocorrendo no governo estadual, além de ter sugerido que o governador renunciasse ao mandato.
“Em abril deste ano, defendi aqui nesta tribuna que Wanderley Barbosa tivesse um pingo de juízo ou mesmo um pingo de amor pelo Estado do Tocantins, e que ele deveria, na verdade, renunciar ao cargo para que as investigações pudessem avançar e evitar que o Estado passasse por mais esse vexame nacional”, disse.
Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por um período de 180 dias. Ele foi substituído no cargo pelo vice-governador Laurez Moreira, recentemente filiado ao PSD, a quem Irajá desejou boa sorte na condução do Estado, para que possa resgatar a dignidade da administração pública e conquistar a confiança da população tocantinense.
Em seu pronunciamento, Irajá relatou que “a investigação aponta que mais de R$ 97 milhões foram pagos em contratos de cestas básicas durante a pandemia do coronavírus, um dos momentos mais terríveis da nossa história. Mas esse dinheiro, que deveria ter chegado na forma de alimento à mesa das famílias tocantinenses, foi desviado em um esquema de corrupção”.