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Mara Gabrilli defende a saúde das mulheres surdas

Senadora do PSD-SP apresentou parecer favorável a projeto que garante a mulheres surdas recursos de acessibilidade

03 de jul de 2026 · Mara Gabrilli, mulheres surdas

Comunicação é a principal barreira enfrentada por pessoas surdas no acesso aos serviços de saúde, em razão da ausência de intérpretes e da insuficiente capacitação em Libras.

Edição Scriptum com site maragabrilli.com.br

Com parecer favorável da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou na quarta-feira (24) projeto de lei que assegura a mulheres surdas recursos de acessibilidade durante consultas, exames e demais procedimentos de saúde. O texto agora segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais.

Mara Gabrilli ressaltou que a literatura especializada aponta como principal barreira enfrentada por pessoas surdas no acesso aos serviços de saúde a comunicação com os profissionais, em razão da ausência de intérpretes e da insuficiente capacitação em Libras.

“No caso das mulheres surdas, essas dificuldades se intensificam em atendimentos que envolvem maior vulnerabilidade, como os de natureza ginecológica e obstétrica, nos quais a ausência de comunicação adequada pode afetar a autonomia da mulher e a qualidade do cuidado”, disse a senadora do PSD paulista.

Mara ainda lembrou que a língua brasileira de sinais é língua oficial no Brasil e que o projeto também tem o objetivo de incentivar profissionais de saúde a aprenderem essa linguagem.

Acessibilidade

O texto aprovado altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080, de 1990) para incluir medidas de acessibilidade, tecnologias assistivas e de apoio à comunicação — incluindo intérprete da língua brasileira de sinais (Libras) — nos atendimentos. O objetivo é garantir a compreensão plena da paciente sobre sua condição de saúde, para qualificar o cuidado e a tomada de decisão.

Segundo a autora do projeto, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a iniciativa busca suprir a lacuna normativa identificada após a edição da Lei 14.737, de 2023, que ampliou o direito ao acompanhante em serviços de saúde. Embora represente avanço na humanização do atendimento, essa norma não teria contemplado, de forma específica, as necessidades das mulheres com deficiência — que abrangem uso de tecnologias assistivas (como aplicativos de tradução de Libras), apoio humano e materiais em linguagem simplificada, além da possibilidade de levar intérprete de sua confiança.

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