26 de maio de 2026
· Eduardo Leite, empregos, Fundopem/RS, indústria, Leandro Evaldt, Leonardo Marmitt, Proedi, Rio Grande do Sul, Sedec

São milhares de empregos gerados e mais de R$ 14,1 bilhões em investimentos, distribuídos em 677 projetos apoiados nos últimos anos
Edição Scriptum com Governo do Rio Grande do Sul
As políticas públicas implantadas pelo Governo do Rio Grande do Sul têm exercido papel estratégico no estímulo à industrialização, ampliação da competitividade e geração de desenvolvimento econômico e social em todas as regiões gaúchas. São milhares de empregos gerados e mais de R$ 14,1 bilhões em investimentos, distribuídos em 677 projetos apoiados nos últimos anos pela gestão do governador Eduardo Leite (PSD).
Os números são do Fundo Operação Empresa do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS), instrumento de incentivo do governo do Estado para estimular investimentos e dão a dimensão da presença das políticas públicas no âmbito do desenvolvimento da cadeia produtiva e industrial.
Com instrumentos que vão desde incentivos fiscais à oferta de benefícios para instalação em áreas industriais, o Estado gaúcho atua de forma integrada para atrair investimentos, apoiar a expansão das empresas e fomentar a inovação.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, essas políticas públicas contribuem e facilitam investimentos, mas também estimulam a inovação, promovem a interiorização do desenvolvimento, ampliam a geração de emprego e renda, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas. “Inseridas nas diretrizes do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável, as ações contribuem para posicionar o Rio Grande do Sul em um cenário de crescimento baseado em inovação, garantindo maior diversificação produtiva e sustentabilidade e o fortalecimento de setores estratégicos”, afirmou Evaldt.
Fundopem
O Fundo Operação Empresa do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS) é um dos principais instrumentos de incentivo fiscal voltados ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Criado para estimular investimentos produtivos, o fundo não libera recursos financeiros para as empresas, mas realiza apoio por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua operação. O programa possibilita que as indústrias gaúchas modernizem plantas, invistam em tecnologia e maquinário e ampliem sua capacidade de produção, fortalecendo o setor frente a mercados nacionais e internacionais.
De 2015 até março de 2026, o Fundopem aprovou mais de R$14,1 bilhões para 677 projetos, contribuindo diretamente para a geração de empregos e para o aumento da arrecadação futura do Estado. Ao atrair novos empreendimentos e estimular a expansão dos já existentes, o programa cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento regional. A indústria gaúcha, que enfrenta desafios como a concorrência externa e a necessidade de inovação constante, encontra nesse mecanismo uma ferramenta estratégica para se manter relevante e sustentável.
Apoio estratégico
O programa também teve um papel essencial na recuperação das indústrias gaúchas após os eventos climáticos de 2024. Com o lançamento do Fundopem Recupera, empresas puderam contar com condições especiais para retomar suas atividades e manter empregos.
Composto por duas modalidades, o Avança (para novos projetos) e o Renova (para os projetos em andamento), essa adaptação foi fundamental para que inúmeros empreendimentos pudessem continuar operando e contribuindo para o crescimento econômico do Rio Grande do Sul. Na modalidade Avança do Recupera, foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão para 90 projetos (sete em 2024, 67 em 2025 e 16 até março de 2026).
De acordo com o coordenador-adjunto do Sistema Estadual para Atração e Desenvolvimento de Atividades Produtivas da Sedec (Seadap/Sedec), Leonardo Marmitt, os recordes de protocolos registrados em 2024 e 2025 mostram que o Fundopem segue sendo uma ferramenta decisiva para estimular investimentos no Rio Grande do Sul. “As ações de divulgação do programa, especialmente do Fundopem Recupera, ampliaram o alcance junto às indústrias e reforçaram a confiança do setor produtivo. Isso se reflete diretamente em mais competitividade, geração de empregos e desenvolvimento regional”, disse.
Distritos industriais
O Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial (Proedi), voltado à oferta de áreas para implantação de empreendimentos industriais e atividades correlatas, foi criado em 1973 e consolidou-se como ferramenta essencial para a formação de polos produtivos no Estado.
Ao longo desta trajetória, o Proedi viabilizou projetos estruturantes, como os distritos industriais de Cachoeirinha e Gravataí, além do Complexo Industrial Automotivo da General Motors, exemplos que ilustram o impacto direto da política na atração de grandes investimentos industriais. Para se ter uma ideia, atualmente, de acordo com levantamento da Sedec, o segmento da indústria de veículos automotores do Rio Grande do Sul é responsável por 7% das exportações nacionais (US$ 968,7 milhões), sendo o quarto maior exportador do país. Além disso, contribui com mais de 10% na geração de empregos do setor no Brasil.
O Proedi oferece como principal incentivo o abatimento no valor dos terrenos, que pode chegar a 90% para atividades industriais e até 50% para atividades correlatas, reduzindo significativamente o custo de implantação para empresas. Atualmente, o Estado dispõe de áreas estratégicas para novos investimentos em Rio Grande (cerca de 450 hectares, próximo ao porto), em Montenegro (130 hectares, junto ao polo petroquímico), além de áreas em Cachoeira do Sul, Alvorada/Viamão e Guaíba.
Nos últimos dez anos, o Proedi avaliou cerca de 80 projetos, com mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos previstos pelas empresas. O volume de incentivos concedidos, na forma de descontos nos terrenos, supera R$ 340 milhões. Aproximadamente, metade desses projetos já está em operação ou em fase de implantação, contribuindo diretamente para a geração de emprego e na dinamização das economias locais.
O especialista em Infraestrutura da Sedec, Vinicius Donato, ressaltou que o programa é ideal para empresas que queiram ampliar ou iniciar as operações industriais no Rio Grande do Sul. “O Proedi disponibiliza terrenos em distritos industriais do Estado com infraestrutura pronta para receber os empreendimentos, regiões com acesso às principais vias rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias, facilitando o escoamento da produção e o planejamento logístico das cadeias produtivas”, explicou Donato.