08 de maio de 2026
· Cegird, Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, Eduardo Leite, Rio Grande do Sul

O governador Eduardo Leite: unidade terá investimento de 70 milhões de reais
Edição Scriptum com Governo do Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul deu início essa semana às obras do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), espaço que terá uma estrutura organizacional projetada para gerenciar operações de preparação e resposta a emergências e desastres, e funcionará como ponto estratégico para a atuação integrada e colaborativa de múltiplas agências, centralizando a coordenação das ações em momentos de crise.
O lançamento da pedra fundamental na quinta-feira (7), pelo governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), integra a programação do evento “Plano Rio Grande: dois anos de recomeço. O caminho da resiliência”, que marca os dois anos dos eventos extremos de 2024. O novo centro terá investimento de R$ 70 milhões e prazo de 12 meses para a conclusão.
Leite destacou no evento que o Plano Rio Grande surgiu a partir da necessidade de reconstruir o Estado sem perder de vista a preparação para o futuro. “Colocar em prática um plano do tamanho do Plano Rio Grande já seria desafiador para qualquer Estado. Fizemos isso justamente no momento em que o Rio Grande do Sul retomava sua capacidade de investir e se reorganizava depois de anos de dificuldades fiscais. A partir da dor que vivemos, tivemos a responsabilidade de agir na emergência, salvar vidas, atender as pessoas, mas também de planejar o futuro, identificar tudo o que faltou e construir um Estado mais preparado”, afirmou.
O governador também ressaltou que o Cegird simboliza o legado de transformação e fortalecimento da capacidade de resposta do Estado. “Esse centro será uma referência estratégica para a gestão de riscos e desastres, reunindo tecnologia, inteligência, estudos científicos e integração entre todas as forças envolvidas. Somado aos investimentos em equipamentos, infraestrutura e fortalecimento da Defesa Civil, ele representa o legado que estamos construindo para proteger o povo gaúcho e fazer do Rio Grande do Sul uma referência em adaptação e resiliência climática para o Brasil e para o mundo”, disse.
Nova etapa
O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, destacou que o novo centro marca uma nova etapa das ações da instituição no Estado. “Depois de tudo o que enfrentamos em 2023 e 2024, avançamos de uma estrutura reduzida e com poucos instrumentos para um modelo moderno, integrado e preparado para agir com rapidez e eficiência. O Cegird consolida esse novo momento, baseado na integração entre Estado, municípios, governo federal, forças de resposta, voluntários e iniciativa privada. Não é mais apenas onde queremos chegar, é onde vamos chegar em um curto espaço de tempo, fortalecendo cada vez mais a proteção dos gaúchos”, ressaltou.
O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, declarou que o Cegird materializa o esforço do Estado para transformar aprendizado em capacidade permanente de proteção e resposta. “Esse projeto é muito mais do que uma obra de engenharia. Ele representa a consolidação de uma nova visão de futuro para o Rio Grande do Sul, construída a partir de tudo o que vivemos nos últimos dois anos. Lá atrás, enquanto ainda enfrentávamos a emergência e trabalhávamos para salvar vidas, começamos também a planejar um Estado mais resiliente, mais preparado e capaz de lidar com um futuro incerto. Hoje, esse sonho começa a se materializar”, afirmou.
Sistemas integrados
O Cegird contará com infraestrutura tecnológica avançada, com sistemas integrados e arquitetura hiperconvergente (HCI), que amplia a integração e a segurança dos dados, permitindo análise em tempo real e suporte direto à tomada de decisão. O projeto prioriza alta disponibilidade e redundância completa dos sistemas essenciais, garantindo funcionamento contínuo, mesmo em contextos de crises de grande impacto.
O centro será dedicado às funções de comando, controle e coordenação entre diferentes órgãos e concentrará as principais estruturas estratégicas do Estado relacionadas à gestão de riscos e desastres. O complexo também abrigará o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), órgão permanente encarregado da coordenação e articulação interinstitucional durante situações críticas. O ambiente do edifício foi planejado para favorecer a operação integrada, reunindo equipes de diversas áreas em um mesmo espaço, com processos coordenados e avançada interoperabilidade.