17 de jul de 2026
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O governador Ratinho Jr: “Estado passa a ser parceiro do investidor, entrando em projetos estratégicos e saindo depois que eles estiverem consolidados”
Edição Scriptum com portal de notícias G+ (PR)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) apresentou a um grupo de empresários do LIDE Paraná nesta quinta-feira (16) a estratégia para manter o Estado entre os principais destinos de investimentos privados no País após a reforma tributária. O plano tem como principal iniciativa a implantação do Fundo Estratégico do Paraná (FEPR), que está na fase final de captação de recursos privados e deverá atuar como parceiro de empreendimentos considerados estratégicos. Coordenado pela Invest Paraná, o fundo já concluiu sua estruturação jurídica e administrativa e recebeu aporte inicial de R$ 2 bilhões do governo estadual. A iniciativa pretende mobilizar cerca de R$ 10 bilhões para apoiar projetos em áreas como infraestrutura, logística, inovação e industrialização.
“A guerra fiscal acaba para todo mundo em breve. Nós vamos perder a capacidade de fazer esse tipo de negociação, então precisávamos criar uma nova engenharia para manter o Paraná competitivo e na vitrine. Com esse fundo, o Estado passa a ser parceiro do investidor, entrando em projetos estratégicos e saindo depois que eles estiverem consolidados”, afirmou Ratinho Junior.
A reforma tributária será implementada de maneira escalonada até 2033. O período de testes começou neste ano, com o início da convivência de regimes. Impostos como o ICMS, o PIS e o ISS continuam existindo, enquanto as empresas devem adaptar seus sistemas para destacarem a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) nos documentos fiscais. O principal pilar da reforma é a mudança da tributação da origem para o destino. A medida impede que Estados e municípios ofereçam isenções ou reduções de alíquotas para atrair empresas.
O modelo apresentado pelo governador prevê que o Estado participe temporariamente de empreendimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico, reduzindo riscos aos investidores e ampliando a capacidade de atrair novos negócios. Após a consolidação dos projetos, a participação do poder público será encerrada, para que os recursos possam ser direcionados a novos investimentos. Entre os exemplos de possíveis projetos citados por Ratinho Junior estão a atração de fabricantes internacionais de autopeças para atender empresas já instaladas no Paraná, como LG e Electrolux, além de empreendimentos no setor de infraestrutura.
O governador destacou, ainda, que a estratégia complementa virtudes que tornam o Estado atraente para os investidores, como a localização geográfica, a infraestrutura logística, a segurança energética e a mão de obra qualificada.
Concepção e estruturação
O Fundo Estratégico do Paraná foi instituído por lei estadual e passou a operar neste ano, após a regulamentação do modelo de funcionamento. A estruturação foi coordenada pela Invest Paraná, com apoio técnico da Fundação Getulio Vargas e da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo. O FEPR foi concebido para atuar como investidor estratégico em projetos de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que fortalece a sustentabilidade fiscal do Estado e amplia sua capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.